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Época Romana
 

0 Professor Mendes Corrêa noticia a existência de uma necrópole romana no Monte Sameiro do século II (d.C.), dois séculos anterior a de Gulpilhares.

 

A Enciclopédia Portuguesa e Brasileira comprova “A toponímia e anterior totalmente ou quase ao sec. XII e o povoamento também. A própria arqueologia respectiva a povos pro-romanos, tem a sua manifestação toponímica no nome de lugar do Castro o qual se refere a fortificações castrejas, eminentes ao pequeno ribeiro de Cadavao. E crível que com ele se relaciona ou dele derivou o toponímico Valadares que aparece em toda a parte, alusivo a defesas por meio de Valium (Vallatares de Vallata) com o sentido de defesa duma região facilmente abordável pelos piratas normandos e tão plana, isto e, tão desprovida de meios naturais de defesa que ate um dos núcleos populacionais Vila Chá reflecte essa circunstancia. Vila tem o sentido territorial agrícola antigo e Chá e topográfico (lat. plana) revelando uma propriedade medieval necessitada de defesa (talvez no sistema Valar)”.

 

Este topónimo e muito frequente de norte a sul do Pais e na Galiza. José Pedro Machado considera que Valadares de Gaia e o fundamental.

A via Romana que passava no Concelho de Gaia fazia parte do grande eixo que ligava a região Norte ao Sul.


Segundo J. Fortes "º' (1909) esta via entraria entre Grijó e Guetim, passando entre S. Felix e Sermonde, na localidade de Brantães, Serzedo e Perosinho, servindo o Castro do Monte Murado. Dai, continuava na direcção de Canelas e Gulpilhares, passando provavelmente nas imediações da necrópole desta freguesia. Dirigia-se, par fim, para Cale. Este ultimo troço situava-se próximo da necrópole de Sameiros e do Castro de Valadares .Havia também outra estrada com características de estrada romana, a dar serventia ao Pago dos antigos Nogueiras. " ' Esta via ligava o Pago a Chamorra. Diz-se que par ai se deslocavam, em padiolas, os Bispos que vinham de Coimbra repousar no Paço.

Tradicionalmente, os romanos incineravam o corpo dos seus mortos, ritual que perdurou, pelo menos, ate finais do sec. III d.C.. Submetidos a acção purificadora do fogo, as cinzas eram colocadas em recipientes, geralmente cerâmicos, sendo depositados em sepulturas simples, abertas no solo. Estas necrópoles, localizavam-se nas imediações das vias, onde, deste modo, o viajante que passasse poderia orar pelo defunto.

“Estas bermas não pertenciam a ninguém e era aí, a saída das cidades, que se elevavam os túmulos: mal franqueada a porta da cidade, o viajante passava entre as duos filas de sepulcros que tentavam atrair a sua atenção”.

Na necrópole do lugar de Sameiros praticava-se a incineração, comprovada pelo espolio ai recolhido, actualmente em exposição no Museu de Antropologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Este espolio consiste em 19 vasos funerários, entre os quais se destacam oinochoe. Alguns destes recipientes teriam sido usados para guardar as cinzas dos cadáveres. Foram também encontradas varias lucernas típicas nestes contextos: Lucerna de bico redondo e com asa (sec. II d.C.). Descrição: disco ornamentado com uma cabeça; Lucerna de bico longo e centra deprimido (sec. I d.C.); Lucerna de bico redondo com volutas e com asa (sec. I d.C.). Em sintonia com a crença Romana tais objectos destinavam-se a iluminar “a treva do túmulo”. Em 1937, foram encontrados pelo Prof. Dr. Carlos Teixeira fundos de vasos e 5 bordos de vaso (industrias castrejas, ingénuas, humildes, pobres), mais fragmentos cerâmicos com sulcos de tipo primitivo – castrejos (idade do ferro).

Mendes Corrêa, responsável pelos primeiros trabalhos de escavação desta necrópole, nos princípios do século, refere ter sido recolhida uma moeda. Comummente, a nível mitológico, este objecto destina-se ao pagamento a Caronte do transporte “para a outra vida”. No entanto, segundo Alarcão ", este tipo de achado não parece ter sido muito frequente nos sepulcros da Lusitânia, pelo menos entre os sec. I e II d.C. Deste modo, será de questionar a versão tradicional sobre a finalidade das moedas, tendo ainda em conta que, para os romanos, durante este período, a marte não corresponde a um “estádio de passagem”, mas antes a um “estádio de permanência” num “sono eterno”.

“Por sua vez o Castro de Valadares, bem perto da Necrópole de Sameiro e certamente com ela relacionado, foi sondado em 1937 pelo Prof. Dr. Carlos Teixeira tendo sido encontrado alarum espolio que também recolheu no Museu de Antropologia do cidade do Porto.

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